Publicado por: senaiolimpiada2008 | 13 Agosto, 2008

Reportagem da Gazeta do Povo

Gente,

Olha que legal a reportagem da Olimpíada no caderno de economia do jornal Gazeta do Povo:

Olimpíada que insere jovens no mercado

Evento coloca 187 estudantes de todo o Brasil competindo em 14 modalidades que reproduzem ocupações industriais. Curitiba é a sede da última etapa nacional

Competidores de todo o Brasil estão em Curitiba para enfrentar uma maratona de atividades quase tão competitivas quanto as Olimpíadas da China. No campus da Universidade Positivo, 187 jovens disputam uma medalha que pode ajudá-los a conquistar um lugar no mercado de trabalho na última etapa nacional da Olimpíada do Conhecimento 2008, promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A partir desta quarta-feira, os alunos selecionados cumprirão um projeto dentro de sua área de estudo. São 14 ocupações industriais na disputa, como tornearia mecânica, caldeiraria, robótica e jardinagem.

“Os alunos da competição foram selecionados desde a escola e têm muitas chances de ingressar no mercado de trabalho, além de melhorar os conhecimentos e o trabalho em equipe”, ressalta o diretor do Senai-PR, João Barreto Lopes. Os setores envolvidos na olimpíada são de alta empregabilidade no estado. O metal-mecânico, por exemplo, é responsável por 37 mil empregos diretos. O vencedor da segunda etapa na modalidade mecânica geral, que ocorreu em Porto Alegre no mês passado, foi o paranaense Isidoro Vilczak Junior. O estudante fez curso de aprendizagem gratuito e recebeu proposta de emprego do próprio Senai, onde trabalhará como instrutor. “É uma profissão para quem gosta de se sujar, mas compensa muito. Futuramente, pretendo fazer faculdade de engenharia mecânica para ampliar meus conhecimentos.” O avaliador-líder da modalidade de caldeiraria David Maciel, que veio de Maceió (AL), conta que os detalhes no produto final é que possibilitam a vitória. “Na nossa área, são mais de 40 critérios. Procuramos observar se o aluno transfere bem o conhecimento que aprendeu na teoria para a prática e se ele usa preceitos de segurança e meio-ambiente”. Os primeiros lugares de cada área na fase nacional poderão disputar a competição mundial “World Skills”, em setembro de 2009 no Canadá.

Testar o desempenho dos alunos para melhoria do ensino também é um dos objetivos do evento. “Vamos corrigir os erros e potencializar os acertos”, enfatiza Barreto Lopes, do Senai-PR. Neste ano, a entidade pretende formar cerca de 85 mil profissionais no estado e mais de 2 milhões no país.

Mulheres

A indústria pesada, território tradicionalmente masculino, já aposta no trabalho de mulheres como Patrícia Sampaio Monteiro, 18 anos, única competidora na disputa pelo ouro em tornearia mecânica. Formada há um ano em mecânica geral, foi fazer o curso no Senai por influência do pai e deixou de lado a vontade de estudar dança. “No começo foi estranho, mas logo me acostumei a mexer com as máquinas”, conta. A jovem enfrentou jornada tripla com ensino médio, curso técnico e trabalho como aprendiz. “Foi puxado, não via muito a minha família, mas, se não fosse o curso, não sei onde estaria. Pretendo fazer faculdade, crescer na empresa que estou e ter a dança como hobby.” Além dos atletas, a Olimpíada envolve 175 avaliadores e 400 pessoas de apoio técnico e administrativo. Até sábado, 40 mil pessoas devem visitar a competição — metade do público é formada por estudantes de escolas públicas.


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